quinta-feira, 19 de março de 2015

De Volta Para O Passado, Presente e Futuro

18 de março de 2015.
Nada de importante aconteceu neste dia.
Nada que entre para a História como um fato relevante à humanidade.
Ainda assim, para este que vos escreve, é um dia inesquecível.
Era uma quarta-feira.
E, pela primeira vez, vi De Volta Para O Futuro no cinema.


E esta experiência vos relato agora.


Como afirmei, nunca havia assistido ao clássico filme no cinema. Nem mesmo em VHS. Aluguei os outros dois filmes da trilogia, mas nunca o primeiro. Obviamente, adquiri a trilogia quando esta foi lançada em DVD e revi todos os filmes. Mas até então, o primeiro eu só havia visto na televisão, com a gloriosa dublagem da BKS, em todas as sessões em que a obra fosse exibida, principalmente na igualmente clássica Sessão da Tarde (e ainda tenho o primeiro filme gravado da TV, em VHS).


Portanto, quando soube (tardiamente) que o filme estava sendo exibido em sessões especiais no cinema, me vi na obrigação de comparecer (e aproveitar para comemorar seus 30 anos). E pelo visto, compareci na última exibição do filme, ao menos em minha cidade.


O que importa é se fazer presente. E lá estava eu, sentado confortavelmente na poltrona. Eu era um dos 19 indivíduos ali presentes. Pois é, sala vazia para um clássico desses, que deveria lotar todas as sessões, mesmo 30 anos depois. Mas que seja, melhor assim, pois os 19 atentos e educados espectadores realmente estavam ali por amor à obra.

O filme começa e é aquela sensação que já conhecia, mesmo com todas as limitações das exibições na TV. Obviamente, imagem absurda em telão gigantesco e sistema de som com ótima configuração fazem toda a diferença. Nada disso interessa. Estou de volta a Hill Valley e revejo rostos há muito conhecidos. É como voltar no tempo...


E nessa hora, a questão temporal me bateu forte. Lá estava eu, no presente, vendo um filme do meu passado, com toda a tecnologia e conforto que há 30 anos pareciam coisas de um futuro distante.

Como é de se esperar, o filme funciona mesmo depois de tantos anos, com a escala aumentada consideravelmente. A trama flui, as piadas continuam engraçadas, Johnny B. Goode nunca foi melhor interpretada. E o DeLorean nunca roncou tão alto. Todas as sensações que sempre tive com este filme ressurgiram. E me vi, diversas vezes, sorrindo. Um sorriso espontâneo, gerado por um filme feito com dedicação e paixão, que transparecem. E ver tudo isto na tela grande foi uma realização que só os fãs da trilogia entendem.


Não preciso comentar as atuações, nem as situações do filme. O carisma dos atores sempre foi abundante e é impossível não gostar dos personagens. A projeção foi chegando ao seu final. O Dr. Brown diz a Marty que aonde eles vão não há necessidade de estradas. E o DeLorean voa na direção da platéia. A vontade de estar a bordo daquele veículo aumenta. E a satisfação é ímpar.


Encerrada a sessão, só restou voltar para casa, para a realidade. Mas com a plenitude e alegria geradas durante aqueles saborosos 116 minutos. Agora é esperar pela exibição dos demais filmes no cinema (o segundo já está confirmado para maio). Uma coisa é certa: estou pronto para ir De Volta Para O Passado, Presente e Futuro novamente.